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Agosto Chama Atenção para os Linfomas



Laço do Mês: Verde Claro Linfomas

Linfomas são neoplasias que têm sua origem nos linfócitos encontrados nos gânglios linfáticos distribuídos por todo o corpo. O sistema linfático é a rede de combate a diversas doenças que podem acometer o organismo, incluindo, principalmente, os gânglios linfáticos, o baço e o timo.

Os principais tipos de linfomas são divididos em:

1) Linfoma de Hodgkin: Ocorre quando um linfócito (geralmente tipo B) se transforma em uma célula maligna capaz de crescer descontroladamente e disseminar-se. A célula maligna começa a produzir, nos linfonodos, cópias idênticas (também chamadas de clones). Com o passar do tempo, estas células malignas podem se disseminar para tecidos adjacentes, e, se não tratadas, podem atingir outras partes do corpo.

Na Doença de Hodgkin, os tumores disseminam-se de um grupo de linfonodos para outros grupos de linfonodos através dos vasos linfáticos. O local mais comum de envolvimento é o tórax, região também denominada mediastino.

Pode ocorrer em qualquer faixa etária; no entanto, é mais comum no adulto jovem, dos 15 aos 40 anos, atingindo maior frequência entre 25 a 30 anos. A incidência de novos casos permaneceu estável nas últimas cinco décadas, enquanto a mortalidade foi reduzida em mais de 60% desde o início dos anos 70 devido aos avanços no tratamento. A maioria dos pacientes com Doença de Hodgkin pode ser curada com o tratamento atual.

2) Linfoma Não-Hodgkin: O linfoma não-Hodgkin é reconhecidamente derivado de subpopulações de células brancas do sangue (células B e T), originadas na medula óssea. Avanços na imunologia e na biologia molecular têm auxiliado muito na detecção desses tumores, além de abrir caminhos para novas estratégias de tratamento. Os linfomas não-Hodgkin compreendem um grande grupo heterogêneo de canceres do sistema linfóide, com diferentes locais de origem, diferentes comportamentos clínicos, e principalmente pelo tipo de tratamento e resposta a esse.

É mais freqüente nos homens, principalmente naqueles de cor branca. Apesar de ser freqüente em todo o mundo, apresenta variações com maior prevalência de certos tipos histológicos em determinadas áreas geográficas. Como exemplo a forma folicular do linfoma (menos agressivo) é rara na América Latina.

Tanto os Linfomas de Hodgkin quanto Não-Hodgkin se manifestam principalmente com aumento de gânglios linfáticos (ínguas). Nos dois casos, o local mais frequente de aumento dos gânglios são os da região do pescoço, seguidos pela região sobre as clavículas, axilas e virilhas. Nos Linfomas Não-Hodgkin, esses gânglios crescem rapidamente e nos de Hodgkin crescem lentamente.

O melhor exame para confirmação do diagnóstico de linfoma é a biópsia excisional (retirada completa) do gânglio comprometido. Ao diagnóstico, exames complementares são necessários para determinar a extensão da doença, como mielograma, biópsia de medula óssea, cintilografia óssea, pesquisa de corpo inteiro com PET-CT, dentre outros.

O tratamento do Linfoma Não-Hodgkin é exclusivamente quimioterápico. A duração da quimioterapia depende do subtipo histológico e pode variar desde dois meses até dois anos.

O tratamento do Linfoma de Hodgkin é realizado com quimioterapia e radioterapia na quase totalidade dos casos. A duração do tratamento depende da extensão inicial da doença, podendo variar de três a oito meses de tratamento quimioterápico.

Fonte: inorp


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